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Plano de Ação Municipal - Covid

Secretaria Municipal de Jacutinga/RS

PLANO OPERATIVO MUNICIPAL DE VACINAÇÃO COVID 19

 Secretária de Saúde Valdirene Ramme Foletto

 06 de julho de 2021

 

INDICE

 

  • INTRODUÇÃO
  • OBJETIVOS
  • GRUPOS PRIORITÁRIOS E ETAPAS DA CAMPANHA
  • VACINA CONTRA COVID 19
  • ESTRUTURA DA REDE DE FRIO DE JACUTINGA
  • RECURSOS MATERIAIS
  • REGISTRO E INFORMAÇÕES
  • SUFICIÊNCIA E ORGANIZAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS
  • CAPACITAÇÃO
  • OPERACIONALIZAÇÃO PARA VACINAÇÃO
  • NOTIFICAÇÃO DOS EVENTOS ADVERSOS PÓS-VACINAÇÃO
  • GRUPOS ESPECÍFICOS
  • MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO
  • ENCERRAMENTO DA CAMPANHA ANEXO 01 – TERMO DE RECUSA

ANEXO 02 - DESCRIÇÃO DAS COMORBIDADES INCLUÍDAS COMO PRIORITÁRIAS PARA VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19

 

PLANO OPERATIVO MUNICIPAL DE VACINAÇÃO

 

 

  1. INTRODUÇÃO

A COVID-19 é uma doença causada pelo Coronavírus, denominado SARS-CoV 2, que apresenta um espectro clínico de infecções assintomáticas a quadros graves, que podem necessitar de internações e cuidados intensivos.

              As diretrizes definidas neste plano visam apoiar o município no planejamento e operacionalização da vacinação contra a doença.

              O êxito dessa ação será possível mediante o envolvimento das três esferas de gestão em esforços coordenados no Sistema Único de Saúde (SUS), mobilização e adesão da população à vacinação. Destaca-se que as informações contidas neste plano trazem diretrizes gerais acerca da operacionalização da vacinação contra a covid-19 no município. As atualizações  acerca dos imunizantes que venham a ser aprovados pela Anvisa e adquiridos pelo Ministério da Saúde, assim como orientações específicas acerca das etapas de vacinação, serão seguidas conforme orientação  por meio dos Informes Técnicos da Campanha Nacional da Vacinação contra a Covid-19 e CIBs (Comissões Intergestores Bipartite).O presente Plano apresenta a estratégia do município de Jacutinga para imunização contra a covid-19. Trata-se de uma versão preliminar, que acompanhará as atualizações das esferas nacional e estadual.

 

  1. OBJETIVOS

 

  • Objetivo Geral: redução da morbimortalidade causada pelo novo coronavírus, bem como a manutenção do funcionamento da força de trabalho dos serviços de saúde e dos serviços

 

  1. 2 Objetivos específicos

 

  • Apresentar a população-alvo e grupos prioritários para vacinação;
  • Descrever os recursos (humanos e materiais) necessários para a imunização da população-alvo e grupos prioritários;
  • Apresentar o planejamento e programação oportunos à operacionalização da campanha;
  • Instrumentalizar trabalhadores e serviços de saúde sobre a operacionalização da vacinação contra a covid-19 em Jacutinga/RS.

 

  1. GRUPOS PRIORITÁRIOS E ETAPAS DA CAMPANHA

 

A Campanha de Imunização contra a Covid-19 inicialmente será dividida em etapas, atendendo populações específicas e abrangendo toda a população de Jacutinga. As primeiras 3 fases já foram definidas pelo Ministério da Saúde (MS) e estão descritas no quadro a seguir:

 

Quadro 1 - Descrição da população por grupo prioritário e por etapas*

 

 

ETAPA

 

GRUPOS PRIORITÁRIOS

 

 

1ª etapa

1ª Fase

Pessoas de 60 aos ou mais

institucionalizadas      e      seus trabalhadores ( Lar dos Idosos Santo Antônio)

Trabalhadores de saúde ( UBS, Hospital São Judas Tadeu)

2º Fase

Idosos acima de 75 anos

 

 

2ª Etapa

 

Pessoas entre 60 e 74 anos

 

3ª Etapa

 

Pacientes com comorbidades( conforme tabela anexo)

 

4ª Etapa

 

Trabalhadores da educação Forças      de      segurança      e salvamento

População    em    situação    de risco

Pessoas       com      deficiência permanente severa Transportadores     rodoviários de carga

Trabalhadores do transporte coletivo

Conforme Plano nacional de Vacinação contra COVID 19 do Ministério da Saúde

 

 

Vale ressaltar que os grupos previstos são preliminares, passíveis de alteração a depender das indicações da vacina e das definições do Ministério da Saúde.

 

  1. VACINAS CONTRA A COVID-19

 

Existem diversas vacinas que estão em fase de testes. A seguir, listamos os imunobiológicos que encontram-se em etapas mais avançadas do estudo e com maior potencial para produção, descrevendo suas características e necessidades de recursos.

A escolha das vacinas a serem disponibilizadas para o município de Jacutinga será responsabilidade do MS e da Secretaria Estadual de Saúde/RS (SES) Os imunobiológicos apresentados exigem 1 ou 2 doses para garantir a eficácia anunciada por cada fabricante. Da mesma forma, o intervalo mínimo entre as doses é definido pelo fabricante. Serão aplicados apenas imunobiológicos aprovados pela ANVISA.

 

Oxford/AstraZeneca/Bio-Manguinhos: Anglo sueca (vetor viral - vírus geneticamente modificado) - APROVADA ANVISA: - Conservação: entre +2 e +8 ºC - Brasil

 

comprou 100 milhões de doses da vacina - Autorização da Anvisa para fase 3 - Eficácia até 90% em duas doses, mas foi mais eficaz com meia dose. Intervalo 4- 12 semanas. Aplicação IM - Estratégia de vacinação: sem necessidade de insumos especiais - Com previsão de registro por Bio-Manguinhos.

 

Sinovac (Coronavac)/ Butantan: Chinesa (vírus inativado) - APROVADA ANVISA: - Conservação: entre +2 e +8 ºC - Eficácia até 97% em duas doses - intervalo de 14 dias. Aplicação IM - Autorização da Anvisa para fase 3. - Pessoas acima de 18 anos - Estratégia de vacinação: sem necessidade de insumos especiais.

 

Sputnik V (Gamaleya): Rússia (vetor viral - vírus geneticamente modificado): - Conservação: entre +2 e +8 ºC - Eficácia até 94-95% em duas doses - intervalo de 21 dias - Estratégia de vacinação: sem necessidade de insumos especiais. Não disponível no momento.

 

Johnson & Johnson (Janssen): - Eficácia até 98% - Uma dose - Estratégia de vacinação: sem necessidade de insumos especiais. Inicio de utilização em junho de 2021.

 

Moderna: Americana (RNA mensageiro): - Conservação: - 20ºC - Eficácia até 95% em duas - intervalo de 29 dias entre as doses - Validade: 6 meses a - 20ºC - O imunizante pode ficar até 12 horas em temperatura ambiente - Validade de 30 dias sob refrigeração entre +2 e +8 ºC - Estratégia de vacinação: 1 ultrafreezer para armazenamento dos imunobiológicos nos 2 núcleos de imunizações. Não disponível.

 

Pfizer + BioNtech: Americana e Alemã (RNA mensageiro) - Em testes no Brasil (SP e BA): - Autorização da Anvisa para fase 3 - Descongelamento: 3 horas entre a +2 a +8ºC ou 30 minutos acima de 25ºC - Validade: - Armazenada entre -80 e -60ºC: 6 meses - Após descongelamento: 5 dias em temperatura entre +2 a +8ºC ou por 2 horas acima de 25ºC - Após diluição: 6 horas a temperatura entre 2 e 25ºC 11 - Eficácia até 95% em duas doses - 2 doses com intervalo de 90 dias. A sala de vacinas munipal recebe as doses em temperatura de 2 e 8 graus positivos e após descongelada a durabilidade é de 31 dias e após a diluição(abertura do frasco) é de 6 horas. A aplicação é IM, Devendo ser aplicada somente dentro das UBSs.

 

 

ATENÇÃO: recomenda-se que, antes de qualquer vacinação, seja verificada nas bulas dos respectivo(s) fabricante(s), as informações fornecidas por este (s) sobre a(s) vacina(s) a ser(em)administrada(s).

 

 

ADMINISTRAÇÃO SIMULTÂNEA COM OUTRAS VACINAS

 

É improvável que a administração simultânea das vacinas COVID-19 com as

demais vacinas do calendário vacinal incorra em redução da resposta imune ou risco

aumentado de eventos adversos. No entanto, devido à ausência de estudos nesse

sentido, bem como visando possibilitar o monitoramento de eventos adversos pós

vacinação, neste momento, não se recomenda a administração simultânea com as

demais vacinas do calendário vacinal.

 

Preconiza-se um INTERVALO MÍNIMO de 14 DIAS entre as vacinas COVID-

19 e as diferentes vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.

 

Em situações de urgência, como a administração de soros antiofídicos ou

vacina antirrábica para profilaxia pós exposição, esse intervalo poderá ser desconsiderado.

 

 

            ESTRUTURA DA REDE DE FRIO EM JACUTINGA

 

Atualmente, existe 1 unidade de saúde com 1 sala de vacina ativa no município de Jacutinga, a qual responde pela rotina de vacinação conforme faixas etárias e indicações, bem como por todas as campanhas realizadas ordinariamente, como a influenza e multivacinação.

 

  1. RECURSOS MATERIAIS

 

A seguir estão descritos os insumos e equipamentos necessários para a realização da campanha de vacinação nos serviços gerenciados pela Prefeitura de Jacutinga. Alguns desses insumos já estão disponíveis nesses serviços e outros devem ser providenciados junto ao Ministério da Saúde e ao Estado.

 

  1. Camera de conservação                            Quantidade 01

Modelo: BT.1100/560

VOLT/FREQ;110/220V 60 HZ     ALARMES:+2C/+8ºC

GAS REFRIG:R134A           CARGA :260G

BATERIA : 12VX185 AH 

Equipamento de conservação dotado de emergência para falta de energia elétrica.

  1. Ar condicionado 12 BTUS: 01                   
  2. Caixa térmica com termometro: 02
  3. Balcão para diluição das vacinas  + balcao  aereo
  4. Computador com internet: 01.
  5. Torpedo Oxigênio: 01                     
  6. Seringas / agulhas ( não temos o suficiente para  vacinar toda a população mas estao vindo do estado como insumos junto com as vacinas )
  7. Lixeiras com pedal: 02                       
  8. Alcool gel
  9. Dispensador para álcool gel
  10. Carteira de vacinação
  11. Gelox

 

Outros materiais: Materiais sendo adquiridos pelo municipio( caixa termica com termometro, luvas, tocas descartaveis, aventais descartaveis, curativo pos vacina, alcool gel, alcool 70 %  toten, ou em estoque no  município suficiente para a vacinação de 2021 contra COVID-19, com exceção das seringas que serão providenciadas pelo Estado do Rio Grande do Sul.

 

  1. REGISTRO E INFORMAÇÃO

 

Na Campanha Nacional de Vacinação contra a COVID-19, observada a necessidade de acompanhar e monitorar os vacinados, o Ministério da Saúde desenvolveu módulo específico nominal, para cadastro de cada cidadão com a indicação da respectiva dose administrada (Laboratório e lote), além da atualização do módulo de movimentação de imunobiológico para facilitar a rastreabilidade e controle dos imunobiológicos distribuídos, facilitando o planejamento e o acompanhamento em situações de Eventos Adversos Pós Vacinação (EAPV)

O registro da dose aplicada da vacina será nominal/individualizado. Essa modalidade de registro garante o reconhecimento do cidadão vacinado pelo número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou do Cartão Nacional de Saúde (CNS), a fim de possibilitar o acompanhamento das pessoas vacinadas, evitar duplicidade de vacinação, e identificar/monitorar a investigação de possíveis EAPV.

Os registros das doses aplicadas deverão ser realizados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (Novo SI-PNI - online) ou em um sistema próprio que interopere com ele, por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

O formulário contém as dez variáveis mínimas padronizadas, a saber: CNES - Estabelecimento de Saúde; CPF/CNS do vacinado; Data de nascimento; Nome da mãe; Sexo; Grupo prioritário; Data da vacinação; Nome da Vacina/fabricante; Tipo de Dose; e Lote/validade da vacina.

A transferência dos dados de vacinação da Campanha Covid-19 deverá ocorrer diariamente para base nacional de imunização. por meio de Serviços da RNDS, conforme modelo de dados e as orientações disponibilizadas no Portal de Serviços do

MS, no link: (hps://servicosdatasus.saude.gov.br/detalhe/UZQjoYDDFN) e (hps://rnds- guia.saude.gov.br/). Para a análise do desempenho da Campanha,  informações  de doses aplicadas e coberturas vacinais (CV) serão disponibilizadas aos gestores, profissionais de saúde e para a sociedade por meio do Painel de Visualização (Vacinômetro) e poderá ser acessado pelo link: https://localizasus.saude.gov.br/, contendo diferentes relatórios, gráficos e mapas.

O Ministério da Saúde por intermédio do DATASUS, disponibilizará, para as SES e SMS, os dados referentes à Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19, no Portal https://opendatasus.saude.gov.br/, sem identificação do cidadão, e respeitando o disposto na Lei n.º13.709, de 14 de agosto de 2018, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

 

O registro da movimentação da Vacina

 

A fim de garantir a rastreabilidade dos imunobiológicos adquiridos e  distribuídos à Rede de Frio nacional, o DataSUS atualizou o módulo de movimentação de imunobiológico do SI-PNI, onde de forma automática, por meio de seleção disponível em lista suspensa, o usuário incluirá o lote, laboratório e quantidade de imunobiológico na entrada do produto de cada uma das unidades. A saída será selecionável e classificável com possibilidade da indicação de saída por consumo (doses utilizadas), transferência para outra unidade, ou ainda por perda física (quebra do frasco; falta de energia; falha do equipamento; validade vencida, procedimento inadequado; falha de transporte; outros motivos), seguindo o padrão usualmente utilizado pela unidade. Importante ratificar que a indicação de consumo “Doses utilizadas” deverá ser registrada por número de doses do frasco aberto para vacinação, para que os cálculos automáticos do sistema sejam viabilizados adequadamente e o monitoramento de perdas técnicas seja possível de realizar-se em tempo real, com ajustes necessários do planejamento nacional para revisão continuada da aquisição e distribuição da vacina. Esclarece-se que, o cálculo é realizado pelo sistema, pela diferença entre o total de doses  utilizadas e o total de doses aplicadas, o resto da subtração indica a perda técnica ocorrida, variável de controle.

 

O Registro manual das doses para os indivíduos deverá ser realizado na carteira de imunização do indivíduo, caso o mesmo não tenha, deverá ser fornecida nova carteira de vacinação, enviada pelo Estado do Rio Grande do Sul.

 

 

  1. SUFICIÊNCIA E ORGANIZAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS

 

 

A Secretaria Municipal de Saúde, irá garantir o número de profissionais de saúde necessários para a realização da ação de vacinação, pelo período previsto da campanha. Garantir uma rede de profissionais capacitados  e  tecnicamente  competentes é fundamental para o sucesso da campanha de vacinação.  Por esta razão, o recrutamento de equipes de vacinadores, bem como a disponibilidade dos mesmos para capacitação, é fundamental.

 

Responsabilidade admistrativa pela Vacinação contra COVID19 em Jacutinga

 

  • Secretária de Saúde: Valdirene Ramme Foletto

 

Responsabilidade técnica pela Vacinação contra COVID 19 em Jacutinga

 

  • Recebimento: Onailda Soster Biazin , Rosinei Bleil, Simone Maria Nogara Tortelli

 Coordenadora das Imunizações- Onailda Soster Biazin e Rosinei T. Bleil

Aplicação das Vacinas : Simone Maria Tortelli Nogara , Rosinei Bleil – Onailda S. Biazin -  Daniele Zanella – Monica Skovronski, Grasieli Eloise Fabiane,Maria Odete Torres,Rosicler Gregio.

 

  1. CAPACITAÇÃO

 

A coordenação das imunizações do município ficará responsável pelas atualizações necessárias para capacitar os profissionais que atuam nos serviços de saúde. As capacitações deverão abordar questões técnicas, operacionais, indicações e fluxo para notificação de eventos adversos pós-vacinação e digitação dos dados no sistema de informação. As reuniões serão realizadas em datas previamente agendadas.

 

  1. OPERACIONALIZAÇÃO PARA VACINAÇÃO

 

A campanha de vacinação será distribuída em fases e será progressivamente executada na unidade de saúde. Até o momento, o Ministério da Saúde definiu a organização de 3 fases que terão sua operacionalização detalhada adiante.

O horário de vacinação será de segunda a sexta-feira, de acordo com o horário de funcionamento local. A programação local da campanha de vacinação considera o Plano Nacional de Imunização quantifica todos os recursos necessários e existentes (humanos, materiais e financeiros).

O monitoramento das ações programadas é fundamental para, se necessário, promover oportunamente o redirecionamento das ações. Destaca-se:

 

  • Apropriação teórica dos Planos de Vacinação do Ministério da Saúde e do Estado do Rio Grande do Sul;
  • Capacitação da equipe de vacinação do município;
  • Recebimento das doses de vacina, distribuída pela 11 CRS;
  • Priorização da população alvo conforme Nota técnica do Estado, registrando nominalmente as pessoas a qual irão receber o imunobiológico da vacinação;
  • Chamamento dos indivíduos a serem vacinados em cada fase e/ou ida até os serviços que tenham população a ser vacinada, até completar 100% das doses enviadas;
  • Registro de cada dose aplicada no sistema SIPNI e na carteira de vacinação do indivíduo, com aprazamento da próxima data de aplicação, conforme indicação de cada laboratório da vacina;
  • Registro de Eventos adversos e erros programáticos a vacina, no sistema ESUS-VE e a comunicação a 11CRS, com acompanhamento clínico em cada caso;
  • Registro em termo de recusa a aplicação de doses a grupo prioritário, a fim de garantir o uso da dose em demais indivíduos do grupo prioritário que sejam

- Acompanhar os informes técnicos e recomendações de cada fase da Vacinação recomentados pelo Ministério da Saúde e Estado do Rio Grande do Sul;

  • Recebimento e resposta de denúncias em relação ao andamento da vacinação no município;
  • Quando necessário articulação com as instituições com potencial de apoio à campanha de vacinação ;
  • Contribuir para o engajamento e apoio da população e demais colaboradores no alcance da cobertura vacinal desejada, priorizando as populações-alvo e os grupos prioritários;
  • Desfazer dúvidas acerca da vacina, quanto à forma de aplicação, intervalo entre doses e segurança da vacina. Reforçar as orientações de prevenção contra a COVID-19, como uso obrigatório de máscaras, higiene das mãos e distanciamento entre as pessoas, principalmente nos locais de vacinação.

 

  1. NOTIFICAÇÃO DOS EVENTOS ADVERSOS PÓS-VACINAÇÃO

 

Todos os eventos, não graves ou graves, compatíveis com as definições de casos estabelecidas no Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós Vacinação(EAPV), deverão ser notificados seguindo o fluxo estabelecido pelo PNI.

Todo o profissional da saúde, ao ter conhecimento de uma suspeita de EAPV, incluindo os erros de imunização (programáticos), problemas na cadeia de frio, erros de preparação da dose ou erros na via de administração, deverá notificar os mesmos às autoridades de saúde, ressaltando-se que o papel a ser desempenhado pelos municípios, estados e Distrito Federal é vital para a plena efetivação do protocolo.

A Notificação e Investigação de EAPV deverão ser realizados no E-SUS Notifica. Esta será a única via de entrada de dados, já acordado entre a Anvisa e a Coordenação Geral do PNI.

 

  1. PRECAUÇÕES À ADMINISTRAÇÃO E GRUPOS PRIORITÁRIOS

 

GESTANTES, PUÉRPERAS E LACTANTES:

A segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas nestes grupos, no  entanto estudos em animais não demonstraram risco de malformações. v Para as mulheres, pertencentes a um dos grupos prioritários, que se apresentem nestas  condições (gestantes, lactantes ou puérperas), a vacinação poderá ser realizada após avaliação cautelosa dos riscos e benefícios e com decisão compartilhada, entre a mulher e seu médico prescritor.

As gestantes e lactantes devem ser informadas sobre os dados de eficácia e segurança das vacinas conhecidos assim como os dados ainda não disponíveis. A decisão entre o médico e a paciente deve considerar:

✔ O nível de potencial contaminação do vírus na comunidade;

✔ A potencial eficácia da vacina;

✔ O risco e a potencial gravidade da doença materna, incluindo os efeitos no feto e no recém-nascido e a segurança da vacina para o binômio materno-fetal.  O teste de gravidez não deve ser um pré-requisito para a administração das vacinas nas mulheres com potencial para engravidar e que se encontram em um dos grupos prioritários para vacinação.

As gestantes e lactantes, pertencentes aos grupos prioritários, que não concordarem em serem vacinadas, devem ser apoiadas em sua decisão e instruídas a manter medidas de proteção como higiene das mãos, uso de máscaras e distanciamento social.

Caso opte-se pela vacinação das lactantes o aleitamento materno não deverá ser interrompido. A vacinação inadvertida das gestantes (sem indicação médica) deverá ser notificada no sistema de notificação e-SUS notifica como um “erro de imunização” para fins de controle e monitoramento de ocorrência de eventos adversos.

 

Eventos adversos que venham a ocorrer com a gestante após a vacinação deverão ser notificados no e-SUS notifica, bem como quaisquer eventos adversos que ocorram com o feto ou com o recém-nascido até 6 meses após o nascimento.

 

USO DE ANTIAGREGANTES PLAQUETÁRIOS E ANTICOAGULANTES ORAIS

E VACINAÇÃO:

Os antiagregantes plaquetários  devem  ser  mantidos  e  não implicam em impedimento à vacinação. O uso de injeção intramuscular em pacientes sob uso crônico de antiagregantes plaquetários é prática corrente, portanto considerado seguro.  Não há relatos de interação entre os anticoagulantes em uso no Brasil – varfarina, apixabana, dabigatrana, edoxabana e rivaroxabana – com vacinas.

Portanto deve ser mantida conforme a prescrição do médico assistente. Dados obtidos com vacinação intramuscular contra Influenza em pacientes anticoagulados com varfarina mostraram que esta via foi segura, sem manifestações hemorrágicas locais de vulto. A comparação da via intramuscular com a subcutânea mostrou que a primeira é segura e eficaz na maioria das vacinas em uso clínico. Por cautela, a vacina pode ser administrada o mais longe possível da última dose do anticoagulante direto.

 

PACIENTES PORTADORES DE DOENÇAS REUMÁTICAS IMUNOMEDIADAS (DRIM):

Preferencialmente o paciente deve ser vacinado estando com a doença controlada ou em remissão, como também em baixo grau de imunossupressão ou sem imunossupressão. Entretanto, a decisão sobre a vacinação em pacientes com DRIM  deve ser individualizada, levando em consideração a faixa etária, a doença reumática autoimune de base, os graus de atividade e imunossupressão, além das comorbidades, devendo ser sob orientação de médico especialista. A escolha da vacina deve seguir as recomendações de órgãos sanitários e regulatórios, assim como a disponibilidade local.

 

PACIENTES ONCOLÓGICOS, TRANSPLANTADOS E DEMAIS PACIENTES IMUNOSSUPRIMIDOS:

A eficácia e segurança das vacinas COVID-19 não foram avaliadas nesta população. No entanto, considerando as plataformas em questão (vetor viral não replicante e vírus inativado) é improvável que exista risco aumentado de eventos adversos.

A avaliação de risco benefício e a decisão referente à vacinação ou não deverá ser realizada pelo paciente em conjunto com o médico assistente, sendo que a vacinação somente deverá ser realizada com prescrição médica. Contraindicações

Hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer dos excipientes da vacina; v Para aquelas pessoas que já apresentaram uma reação anafilática confirmada a uma dose anterior de uma vacina COVID-19;

ATENÇÃO: recomenda-se que, antes de qualquer vacinação, seja verificada nas bulas dos respectivo(s) fabricante(s), as informações fornecidas por este (s) sobre a(s) vacina(s) a ser(em) administrada(s).

Destaca-se que informações e orientações detalhadas encontram-se no Protocolo de Vigilância Epidemiológica e Sanitária de Eventos Adversos Pós-Vacinação

 

Essas orientações podem ser alteradas conforme novas recomendações do nível central, seja MS ou SES.

 

 

  1. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO

 

O monitoramento da campanha será feito através dos dados retirados do SI-PNI. Através de uma planilha Excel, o Núcleo de Imunizações poderá avaliar e fazer o cruzamento de informações como: doses distribuídas, doses aplicadas e a digitação de cada unidade de saúde.

Essas informações serão utilizadas para realização de um relatório final dos dados e dos relatos de experiência dos serviços de saúde. Além disso, os dados serão avaliados semanalmente pela coordenação das Imunizações municipal a fim de monitorar e melhorar os indicadores de saúde.

 

  1. ENCERRAMENTO DA CAMPANHA

 

No decorrer da campanha o monitoramento será constante, com relatórios situacionais periódicos. A Campanha de vacinação contra o COVID 19 será mantida enquanto   houver   orientação   do    Ministério    da    Saúde    e    do    Estado    do  Rio Grande do Sul.

 

VACINADOS ATÉ 05/07/21 POR GRUPOS PRIORITÁRIOS OU IDADE.

 

Pessoas institucionalizadas:

Trabalhadores área da saúde:

Pessoas com 90 anos ou mais:

Pessoas com 85 à 89 anos:

Pessoas com 80 à 84 anos:

Pessoas com 70 anos ou mais:

Pessoas com 60 anos ou mais:

Pessoas com 50 anos ou mais:

Comorbidades:

Pessoas com Deficiência Permanente Grave:

Trabalhadores da Educação:

Trabalhadores da Segurança e Salvamento:

Caminhoneiros:

Trabalhadores do transporte coletivo:

Pessoas com 45 anos ou mais:

 

 

 

 

 Até o dia 06/07/2021 o município de Jacutinga contabilizou 364 habitantes com diagnóstico de Covid-19, apresentando três óbitos.

 

 

 

 

ANEXO 01 – TERMO DE RECUSA

 

 

 

MUNICIPIO DE JACUTINGA

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE DE JACUTINGA TERMO DE RECUSA

 

Eu,                                                                                                         ,  inscrito(a)

no      CPF      sob       o      nº                                                  profissional       de      saúde

                                                    ,  funcionário do serviço                                                  , declaro que a mim foi oferecida a administração da vacina contra a COVID 19, tendo como base o Plano Nacional de Vacinação contra a COVID-19, seguindo todas as orientações e normativas disponibilizado pelo Ministério da Saúde deste país, e diante disso, de livre e espontânea vontade, declaro a recusa desta administração, tendo ciência de seus benefícios, riscos e alternativas, assim como das consequências e complicações decorrentes de sua não realização.

( ) Declaro a recusa por apenas não desejar ser vacinado

( ) Declaro recusa por me enquadrar nos grupos não  recomendados  a  vacinação.

 

 

Jacutinga/RS,                                      de      de 2021.

 

  

ANEXO            02-      DESCRIÇÃO           DAS   COMORBIDADES  INCLUÍDAS   COMO PRIORITÁRIAS PARA VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19.

Grupo de Comorbidades

Descrição

Diabetes mellitus

Qualquer indivíduo com diabetes

Pneumopatias crônicas graves

Indivíduos com pneumopatias graves incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática).

Hipertensão Arterial Resistente (HAR)

HAR= Quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou PA controlada em uso de quatro ou mais fármacos antihipertensivos

Hipertensão arterial estágio 3

PA sistólica ≥180mmHg e/ou diastólica

≥110mmHg independente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade

Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade

PA sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade

Doenças Cardiovasculares

Insuficiência cardíaca (IC)

IC com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association

Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar

Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária

Cardiopatia hipertensiva

Cardiopatia hipertensiva (hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo)

Síndromes coronarianas

Síndromes coronarianas crônicas (Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós Infarto Agudo do Miocárdio, outras)

Valvopatias

Lesões valvares com repercussão hemodinâmica

 

 

 

ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras)

Miocardiopatias e Pericardiopatias

Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática

Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas

Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos

Cardiopatias congênita no adulto

Cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico.

Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados

Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência)

Doença cerebrovascular

Acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular

Doença renal crônica

Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e/ou síndrome nefrótica.

Imunossuprimidos

Indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV e CD4

<350 células/mm3; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas.

Anemia falciforme

Anemia falciforme

Obesidade mórbida

Índice de massa corpórea (IMC) ≥ 40

Síndrome de down

Trissomia do cromossomo 21

Cirrose hepática

Cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C

Fonte: CGPNI/DEVIT/SVS/MS. Com base nas revisões de literatura contidas nas referências deste documento

 

DECLARAÇÃO DE INFORMAÇÕES DO PROFISSIONAL DA SAÚDE A SER VACINADO CONTRA A COVID-19 DO PLANO MUNICIPAL DE VACINAÇÃO, CONFORME ESTRATIFICAÇÃO DA RESOLUÇÃO N° 025/21 - CIB / RS

Eu,                                                  (CPF nº                          ), DECLARO, para a execução do plano municipal de vacinação,   que   sou   profissional   da   saúde,   credenciado   junto   ao   Conselho Profissional                                    , com registro profissional sob o nº                  , atuante na área/função                               , no estabelecimento denominadque presta atividade        assistencial        direta        e        presencial,        localizado        no        endereç, desde a data de                                         , estando ciente de que eventual informação falsa poderá ensejar responsabilidade nas esferas civil, administrativa e criminal, inclusive a caracterização do crime de falsidade ideológica, nos termos do art. 299 do Decreto-Lei n 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal).

 

 

 

 

 

 

Local e Data

 

 

 

 

 

Nome e assinatura do declarante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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